Prof. Dr. Aurélio Viana palestrando sobre leilões para plateia lotada
Glossário

Dicionário do leilão de imóveis

Não precisa ser advogado pra entender um leilão. Aqui estão os termos mais usados, explicados em linguagem de gente normal.

Arrematação
É quando alguém dá o lance vencedor e fica com o imóvel. O arrematante é o novo dono.

No mercado tradicional seria "comprar". No leilão, arrematar é o nome técnico.

Arrematante
A pessoa que deu o lance vencedor e leva o imóvel. É o comprador do leilão.
1ª praça
A primeira tentativa de leilão do imóvel. Aqui o preço mínimo é o valor de avaliação — geralmente mais alto que a 2ª praça.

Se a 1ª praça começa em R$200 mil e ninguém dá lance, abre a 2ª praça com preço menor.

2ª praça
A segunda tentativa de leilão, com preço mínimo reduzido (geralmente metade do valor de avaliação). É onde aparecem as melhores oportunidades.
Lance mínimo
O menor valor aceito pelo leiloeiro. Ninguém pode dar lance abaixo disso.
Matrícula
O "RG do imóvel". É o documento do Cartório de Registro de Imóveis onde aparece tudo: quem é o dono, se tem hipoteca, se tem ação judicial, histórico completo.

Toda compra segura começa por ler a matrícula. O parecer jurídico do Buscaí faz isso pra você.

Edital
O documento oficial do leilão. Traz as regras: data, lance mínimo, comissão, prazo de pagamento, situação do imóvel, ocupação, dívidas transferíveis.
Ocupação
Significa que alguém está morando ou usando o imóvel (o antigo dono, inquilino, invasor). Imóvel ocupado pode precisar de ação de imissão na posse pra desocupar.
Desocupação
Processo de tirar quem mora no imóvel depois da arrematação. Pode ser amigável ou judicial. Tem custo e prazo — por isso o Buscaí já inclui isso no cálculo de lucro.
Imissão na posse
Ação judicial pela qual o arrematante pede pra Justiça desocupar o imóvel. É usada quando o antigo morador não sai voluntariamente.
ITBI
Imposto de Transmissão de Bens Imóveis. Pago pelo comprador quando o imóvel troca de dono. Varia entre 2% e 3% dependendo da cidade.
Comitente
Quem pediu o leilão. Pode ser o banco (em execução de hipoteca), o credor de uma dívida, ou o juiz (em leilão judicial).
Leiloeiro oficial
Profissional autorizado pela Junta Comercial a conduzir leilões. Só leilões feitos por leiloeiro oficial têm validade legal. O Buscaí só lista imóveis de leiloeiros verificados.
Remição
Direito que o antigo dono tem de pagar a dívida até o último minuto e "salvar" o imóvel, evitando o leilão. É um risco que existe em leilão judicial.
Ação anulatória
Processo que tenta cancelar o leilão depois de feito. Se a ação for bem-sucedida, a arrematação é desfeita. A jurimetria do Buscaí calcula a probabilidade disso acontecer em cada caso.
Ônus / gravames
Qualquer pendência registrada na matrícula do imóvel: hipoteca, penhora, usufruto, servidão. Algumas se extinguem com a arrematação, outras acompanham o imóvel — o edital diz qual é o caso.
Avaliação
Valor estimado do imóvel para fins do leilão. É a base de cálculo do lance mínimo. Nem sempre corresponde ao valor de mercado real — por isso o Buscaí compara com imóveis similares à venda.
Valor de mercado
Quanto o imóvel realmente vale hoje, baseado no preço de venda de imóveis similares na mesma região. Calculamos usando dados reais de ZAP, VivaReal e ImóvelWeb.
Venda direta
Modalidade em que o banco vende o imóvel diretamente, sem passar por leilão. Geralmente acontece depois de duas praças sem arrematante. Condições mais flexíveis que o leilão.
Comissão do leiloeiro
Taxa paga pelo arrematante ao leiloeiro. Geralmente 5% sobre o valor do lance. Está sempre no edital e é calculada automaticamente pelo Buscaí.
Parecer jurídico
Análise completa do imóvel feita por advogado: leitura do edital, da matrícula, dos processos relacionados, identificação de riscos e recomendação final. O Buscaí entrega pareceres com jurimetria — probabilidade estatística de sucesso de cada risco identificado.

Ainda com dúvidas?

Assinantes do Buscaí têm acesso a parecer jurídico completo com análise de cada termo aplicado ao seu imóvel específico.